I
Eu sou o sol
e teço os dias
no rasto da luz
que seiva o solo.
E, assim, sempre,
da posse das manhãs
ao descer das sombras,
venço as trilhas do céu.
II
Eu segui o sol
e senti que a cera
que selou as penas
cedo ia ceder.
E, do céu ao sal,
meu ser lançar-se
pra o sonho, são,
mais ampliar-se.
III
Eu quis o sol
por gosto e sina
e, cego, guiei no céu
rédeas em chamas.
E, no traço da luz,
o braço não soube
juntar-se ao risco,
e audaz jaz o viço.
IV
Eu pus o sol
aos pés do ser,
que de um sopro fiz
e, sem mim, se fez.
Mas o deus quis
assim não o fosse:
a asa me rasgou,
a seta me sarou.
13/06/2007
*Jorge Rodrigues*
sexta-feira, 29 de junho de 2007
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