Um rosto caiu em meus pensamentos
E mil palavras se ergueram dentro deles;
Sem saber que morreriam nos lábios
Ante a presença do olhar daquele rosto...
Um coração então mergulhou em desespero
E a solidão atravessou-o com uma flecha,
Superando qualquer forma idílica de dor,
Mesmo tendo a esperança por companheira.
Como o coração, a alma também padece
E a voz, em sussurro, se perde em devaneio:
A voz do rosto lhe inunda os ouvidos...
O perfume do corpo lhe invade os sentidos...
Adormecido o sofrimento, o sonho sereno chega
E, sem temores, os lábios revelam
Coisas que os olhos não podem ocultar
Mas que tentam, sem sucesso, disfarçar!
PRIMAVERA DE 1997
NOVEMBRO
* Jorge Rodrigues *
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