quinta-feira, 17 de maio de 2007

O FAROL

Deita a noite, sobe o dia
e o farol se ressente
no clarão da melancolia.

Sofre por lembranças,
dorme sem esperanças:
a morte sempre o alcança…

Agora lá onde dorme o vento
a prata já não cobre o mar,
pois é o ouro agora a cantar.

Mas não tarda a alegria
por de novo girar a roda,
que por ser roda, rola:

Deita a noite sobre o dia
e assim renasce o farol
na eterna morte do sol.

17/05/2007

* Jorge Rodrigues *

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